
Há pouco tempo publiquei aqui um post intitulado “Campanha Amarela”, que teve como único objectivo dar conta de um movimento contestatário que estava a ser fomentado por algumas pessoas, e que tinha na sua génese a discordância sobre a celebração do protocolo entre o Sintrense e a Academia do Sporting. Não apontei o dedo a ninguém em particular e apenas dei conta da existência de uma realidade que eu senti no contacto directo que tenho mantido com alguns desses descontentes, alguns deles meus amigos e que não esconderam os verdadeiros motivos do seu descontentamento: a sua preferência clubística. Não inventei nada, o que afirmei é real e também não personalizei a acusação. Houve alguém, no entanto que parece ter enfiado a carapuça. Não é problema meu.
Não me incomoda nada que alguém discorde das minhas opiniões, reconheço-lhe esse direito assim como o direito de divulgar a sua opinião publicamente. Reconheço e respeito, desde que que não se recorra ao insulto. Foi o que aconteceu com o Sr. Francisco Lameira, que tenho o gosto de não conhecer e só agora ter tomei conhecimento da sua existência ao ler, alertado por um amigo, o ataque suez com me brindou no blogue “O Sintrense”. Como saloio de boa cepa, que me orgulho de ser, não sou de comer e calar ou de ficar com algo engasgado na garganta. Por isso, e apesar da minha disposição de momento não ser a melhor, não poderia deixar o insulto sem resposta.
No meu texto dei conta, como já afirmei no primeiro parágrafo, que se sente a existência de uma campanha, alimentada por algumas pessoas, contra a direcção do Sport União Sintrense, e que essa campanha tem como causa principal o protocolo assinado com a Academia do Sporting. É inútil negá-lo porque essa realidade, além de ter sido confirmada por alguns dos sócios que a alimentam, foi também agora confirmada pelo Sr. Lameiras, no ataque que me fez, com pormenores que eu, até agora, desconhecia. Quando abordei este tema, fi-lo exclusivamente para tentar incutir no espírito dos sócios e adeptos do Sintrense a ideia de que só unidos poderemos vencer a crise em que o clube está mergulhado. Devemos unir-nos, concordemos ou não com as decisões da direcção, que será julgada pela suas gestão, no local e no momento próprios, a assembleia geral. O Sintrense vive momentos difíceis, (a crise existe, infelizmente é verdadeira, e não ficção, como alguém sibilinamente insinua), e não é com a maledicência e intrigas, mais ou menos palacianas, que se defende o clube. Podemos ajudar o Sintrense fazendo chegar à direcção críticas construtivas e bem intencionadas, mas sempre com a intenção única de ajudar a defender os interesses do Sintrense.
A campanha é real, e não é amarela, como seria de desejar. O Sr. Lameiras acaba de o confirmar na catilinária com que me brindou. Diz ele a dado passo:
“ Contam-nos que quase diariamente, ainda no exercício das suas funções, alguém pertencendo à direcção, (actualmente já não pertence à direcção), incentivava os familiares dos atletas a manifestarem-se contra a direcção no que respeita ao protocolo entre duas duas entidades” . É elucidativa esta passagem do texto do Sr. Lameira, que confirma assim tudo aquilo que afirmei. A campanha existe e infelizmente essa campanha, parece que também alastrou, ou será que se iniciou mesmo?, no interior da direcção, contra todos os princípios democráticos de aceitação das decisões da maioria. É a negação da democracia, que tanto se apregoa e tão pouco se pratica.
Confirmada que está a existência da tal campanha, não amarela, vamos agora falar do ataque pessoal que me é feito nesse texto do Sr. Francisco Lameira, que julga estar bem informado a meu respeito. Não está. Ataca-me provavelmente por ouvir dizer. Acusa-me de excesso de zelo, e depois acusa-me de incumprimento dos meus deveres. Pelo meio chama-me complexado. Então em que ficamos? Volto a citá-lo: ”
Contrariando o autor do Blog Sintrense uma paixão, discordo da existência de uma qualquer campanha a formar-se contra a Direcção do Sintrense. Muito menos que essa hipotética campanha tenha na sua génese o protocolo entre o Sintrense a a Academia do Sporting.Será que essas manifestações exacerbadas do autor deste blog são excesso de zelo em forma de “tiques directoriais” castrantes, ou pelo contrário são “complexos” que escondem manifesto incumprimento por falta de assiduidade às sua próprias obrigações/deveres?”.Brilhante! Um autêntico mimo de insinuação venenosa. Contrariando todas as regras do bom jornalismo, os blogues são também uma forma de jornalismo, não houve o cuidado de recolher a informação sobre as causas do meu absentismo. Existe um facto e divulgou-se, sem ter o cuidado de confirmar os motivos em que esses factos assentam. Foi isso que fez o Sr. Lameira, porque se não foi, o caso é ainda mais grave porque configura uma conduta de má fé, no que eu não quero, de todo, acreditar.
Sr. Francisco Lameira, o Sr. não me conhece o suficiente para me julgar, mas no entanto atreveu-se a fazê-lo, e insultou-me. As explicações que vou prestar a seguir não lhe são dirigidas, porque, na minha opinião o senhor, para além de não ter direito a elas, também não as merece, mas merecem-nas os sócios, simpatizantes e amigos do Sintrense que possam ter lido o seu ataque verrinoso, à minha pessoa. É para eles que vai este esclarecimento.
É verdade que sou Secretário-Geral do Sport União Sintrense; é verdade que supendi o meu mandato há bastante tempo, primeiro, por motivos de saúde pessoal, depois por motivos de saúde da minha mãe que, infelizmente, acabou por falecer muito recentemente. Esses dois factos impediram-me de desempemhar o cargo para que fui eleito e levaram-me mesmo a pedir a minha demissão, apenas por impedimento, e não por qualquer tipo de discordância com a direcção. Na sequência do meu pedido recebi do Sr. Presidente da Direcção, uma prova de compreensão, de confiança e de amizade que me sensibilizou, ao não aceitar o meu pedido, pondo-me à vontade para só retomar as minhas funções quando tivesse condições para o fazer. Perante tal prova de confiança e de consideração nunca iria forçar a demissão. Quero daqui agradecer ao Sr. Engº Neto Filipe e a todas a direcção as provas de amizade demonstradas ao longo de todo este tempo e a solidariedade que sempre tiveram para comigo ao longo de todos este processo doloroso. Devo-lhes, e agradeço-lhes do fundo do coração, essa prova de amizade.
Não podem, por esse motivo, existir da minha parte qualquer tipo de complexos para esconder qualquer tipo de incumprimento deliberado. O sofrimento não pode complexar ninguém, apenas faz doer. Não tenho nada a esconder de ninguém, nem como sintrense nem como homem nem como cidadão. Não tenho por isso complexos, e, ao longo da minha vida sempre fiz questão de cumprir rigorosamente as minhas obrigações, quer na minha vida pessoal, quer na minha vida profissional. Desafio alguém a desmentir-me.
No que respeita a “tiques directoriais” castrantes, é uma acusação gratuita de quem não faz a mínima ideia dea quem sou, da minha personalidade e do meu carácter. É muito feio falarmos mal de quem não conhecemos bem. Sempre adianto, que não sou, nem nunca fui, lacaio de ninguém, não faço, nem nunca fiz, fretes a ninguém e também não sou, nem nunca fui porta- voz de ninguém. Sou apenas um sintrense que cresceu com o Sintrense e que aprendeu a amar e a viver este clube desde a infância. Como sintrense não aceito lições de ninguém. Por muito estranho que possa parecer ao Sr. Lameira, eu tenho o hábito de pensar pela minha própria cabeça e não pela cabeça dos outros. Ouço conselhos, informo-me, analiso, PENSO, e depois decido. MAS SOU EU QUE DECIDO DE ACORDO COM A MINHA CONSCIÊNCIA E O MEU RACIOCÍNIO. Que bom que seria se todos procedessem da mesma forma. Talves não se dissessem e fizessem tantos disparates.
Todos temos direito à liberdade de expressão, uma das conquistas do 25 de Abril”, como escreve Sr. Francisco Lameira. É verdade. Eu, pela minha parte, respeito, e sempre respeitei, a opinião dos outros e não precisei de 25 de Abril nenhum, para o fazer, mas o facto de as respeitar não me obriga a concordar com elas. É um direito que tenho, assim como tenho também o direito de divulgar a minha discordância, e não prescindo desse direito, sempre com a consciência de que, paralelamente, tenho também o dever de o fazer com elevação e sem beliscar a honra e reputação de ninguém. E já que falou no 25 de Abril e das conquistas que ele nos trouxe A TODOS, sempre digo que não gostaria de ver aqui implantado o príncípio que “ TODOS OS ANIMAIS DA QUINTA SÃO IGUAIS, MAS HÁ UNS QUE SÃO MAIS IGUAIS QUE OUTROS”(George Orwel, em “O Triunfo dos Porcos”). Isso nunca!
Para terminar um desejo muito sincero. Que o Sr. Francisco Lameira nunca tenha que faltar ao cumprimento dos seus deveres pelos mesmo motivos com que eu tenho faltado aos meus.
Por mim, assunto encerrado. Foi uma vez sem exemplo.